terça-feira, 17 de julho de 2012

No restaurante, posso levar meu vinho?

Pode. Mas é um habito polêmico. Primeiro porque é uma prática sem equivalência no setor: ninguém leva cerveja para um bar, nem comida para um restaurante. Um segundo fator diz respeito aos profissionais responsáveis por esse segmento: muitos sommeliers se sentem desprestigiados com essa atitude do cliente. Mas, suscetibilidades à parte, a verdade é que muitas casas repelem o consumo de vinho em suas mesas com preços exorbitantes. Alguns estabelecimentos repassam para suas cartas um valor até 300% maior que o preço pago ao fornecedor. Difícil, então, negar que tal fato não tem participação importante no crescimento do polêmico da clientela de restaurantes. De qualquer forma, hoje há muitos lugares que fazem justamente o contrário e, como uma forma de incentivo ao consumo, serve vinhos a preços convidativos. Discussões de lado, é importante saber que há sempre uma maneira correta de lidar com essa situação.
Algumas dicas de boa conduta para o caso de você levar seu próprio vinho:
  • Faça reserva e pergunto se é permitido levar vinho.
  • Certifique-se que o rótulo não faz parte da carta. Caso contrário, não leve a garrafa.
  • Pergunte se existe cobrança de rolha e qual o valor da taxa.
  • Nunca chegue ao restaurante carregando a garrafa debaixo do braço. O ideal é que ela esteja protegida, envolta por um papel neutro, dentro de uma caia ou em uma bolsa própria para o transporte de vinho.
  • Na chegada, entregue a garrafa discretamente para o garçom ou sommelier.
  • Evite fazer exigências, como o uso de decanter ou a troca de taças comuns pelas de cristal.
  • Se levar um vinho raríssimo, de safra exemplar, é elegante oferecer uma taça ao sommelier. Mas tenha a certeza de que se trata de uma bebida única.


Fonte: https://docs.google.com/open?id=0B4AFicEqZRjsem1zNGdIUEVNLXc