sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Culpa e autocobrança

Gostaria de compartilhar um texto muito legal sobre autocobrança, algo que muitas pessoas sentem no mundo corporativo e que precisa ser monitorado por nós mesmos.


Culpa e autocobrança
Fonte: http://www.marisapsicologa.com.br/culpa-e-autocobranca.html

Como recebo muitas perguntas eu reuni um grupo delas com o mesmo tema, você verá CULPA em todas elas:1ª: “Eu moro com minha mãe, mas há muito estou pensando em me mudar, montar a minha casa, mas ando me sentindo tão culpado. Acho que eu não deveria sair de casa”.2ª: “Estou de licença maternidade. Quando minhas amigas me ligam eu digo que vou voltar logo para o trabalhoporque acho que é isso que eu deveria fazer, mas eu queria mesmo era parar de trabalhar por um tempo, eu tenho condiçõespara isso e quero cuidar do meu filho. Como sei que elas não concordam com isso eu nem estou mais atendendo ao telefone”.3ª: “Outro dia passei muita raiva em uma loja, pois eu comprei um aparelho de som que veio com defeito. Ovendedor se recusou a trocar dizendo que eu tinha que procurar o fabricante. Ele deveria conhecer o código do consumidor. Eu fiquei maluco de raiva e armei a maior confusão”.Conseguiu perceber o que tem em comum nestas perguntas? É o “Deveria”. Um deveria morar com a mãe para sempre. Outra deveria voltar a trabalhar depois da licença maternidade. Outro diz que o vendedor deveria saber o código do consumidor.Esse “deveria” é um problema. Dá até para imaginar estas pessoas com um dedo apontado no rosto dizendo: “Você deveria ser perfeito, maior, melhor”.
Regras
Muitas vezes assumimos regras que não são verdadeiras ou não são necessárias e sofremos porque não conseguimos cumprir todos os “deveria” que impomos a nós mesmo, ou sofremos porque cumprimos “deverias” que não tem o menor sentido.O tal do Deveria te atrapalha muito em algumas situações, como por exemplo, quando:- Você não consegue fazer algo que acha que deveria fazer. Ex: Não consegue ajudar seu filho com a lição de casa dele, porque você já saiu da escola faz tempo, não lembra mais nada de matemática, equação do segundo grau, mas acha que deveria saber. E aí se sente culpado, e não resolve o problema, perde tempo se odiando. Sem culpa você conseguiria pensar com clareza, porque quando tira a culpa do meio de campo você tem espaço para raciocinar com objetividade.- Você fez, ou deixou de fazer, alguma coisa no passado e agora fica se remoendo em remorso. Ex: “Eu não falei para o meu pai o quanto eu o admirava. Eu deveria ter me comunicado melhor com ele enquanto ele estava vivo”. Se apegar a esse deveria te atrapalha porque não tem como mudar o passado, o legal é aprender com os erros do passado, e não ficar vivendo no passado. Aprenda agora a se comunicar melhor com as pessoas, não deixe que seu filho perca o canal de comunicação com você, você aprendeu que isso é importante. Nunca deixe de viver o presente.- Os outros é que fizeram alguma coisa, no passado, que te deixou magoado e você fica morrendo de raiva. Ex: O namorado que não deveria ter te abandonado. Ok, ele não deveria ter feito isso, mas fez, então vamos em frente.- Você faz alguma coisa que você acha que deve mas lá no fundo gostaria de não dever nada e agora fica com esse misto de raiva e culpa. Ex: Quando vai visitar sua sogra. Você sabe que deve dar atenção à ela, mas gostaria de não dever nada à ela. Tem coisa na vida da gente que não tem saída. Se não tiver saída mesmo não há nada melhor do que se sentir forte para suportar isso. Afinal tem muita coisa inevitável, a morte de uma pessoa querida, o emprego que você não conseguiu, o carro que não deu pra comprar.
Rigidez emocional
Quando você define as suas obrigações em termos muito rígidos é como você estivesse atravessando uma ponte tão estreitinha que só cabe um pé de cada vez, um na frente do outro e com muito cuidado para manter o equilíbrio. Isso é muita pressão, só dar um passo em falso e aí você fica com culpa, raiva, dor. Vamos alargar essa ponte. Vamos alargar os seus “deverias”. Ex: “Eu devo estar sempre impecável... eu devo eu devo... Eu devo... “Quem tem vício de “deveria” acaba confundindo tudo o que acha, o que pensa , o que gostaria com mais um “Deveria”. Ex: Você foi convidado para o aniversário de uma pessoa que é muito rica e acha que tem que dar um presente bem caro. Pronto já virou um deveria. O que seria um “Eu gostaria de dar um presente caro” vira um “deveria dar um presente caro...” .Pare e pense melhor.Muitas vezes você se perde em deverias e não faz o que realmente importa. Ficar ruminado todos os Ia... Podia... Devia... É alimentar sofrimento. “Não devia ter casado com essa pessoa... Eu ia fazer esse curso... Meu ex-noivo não podia ter me deixado...Não devia ter recusado aquele emprego....” Pare de pensar no passado e faça algo por você agora.Se dê um pouco de espaço para respirar. Se dê o direito de melhorar. Invista em você.Se dê o direito viver em harmonia.